Skip to content

Comitê de Ética - Instituto de Saúde/SES

Technical Community Latin America and the Caribbean

Responses

In your opinion, what outcomes would make the first Global Dialogue on AI Governance a success?

Acredito que para ser bem sucedido este primeiro Diálogo Global sobre Governança da IA deverias ser pautado por resultados concretos, verificáveis e com capacidade de implementação. Alguns movimentos que possam ser discutidos: . Princípios mínimos com adesão ampla (e não só simbólica) Um conjunto claro de princípios globais — como segurança, transparência, responsabilidade e equidade — com compromisso formal de países, empresas e organizações. O diferencial aqui seria adesão prática, não apenas retórica (ex.: compromisso de incorporar esses princípios em legislações ou políticas internas). . Criação de uma dinâmica internacional de coordenação Algo comparável ao papel que a Organização Mundial da Saúde exerce na saúde global — uma estrutura leve, mas contínua, para monitorar riscos, compartilhar informações e coordenar respostas a incidentes envolvendo IA. . Acordo sobre riscos prioritários e linhas perigosas sobre o uso Por exemplo: vigilância massiva abusiva, armas autônomas sem controle humano significativo. Definição consensual clara sobre usos inaceitáveis. Tipo de alinhamento necessário e crucial. . Compromissos técnicos concretos Ex: padrões mínimos de segurança para modelos avançados; auditorias independentes; compartilhamento de benchmarks de risco. Isso poderia envolver atores como a OpenAI, Google e outras grandes desenvolvedoras. 5. Inclusão real de todo o Globo Todos os países de forma global precisam participar da definição de regras — especialmente sobre impacto social, trabalho e desigualdade digital.

From your perspective, which of the following thematic areas identified by the General Assembly Resolution 79/325 for the AI Dialogue reflect your priorities for urgent action and active engagement?

  • Social, economic, ethical, cultural, linguistic and technical implications of AI
  • AI capacity-building
  • Protection and promotion of human rights
  • Transparency, accountability, and human oversight

Please briefly explain your selection.

6

A proteção e promoção dos direitos humanos na área da saúde e políticas públicas, IA pode tanto ampliar acesso quanto reforçar desigualdades. Priorizar essa área permite atuar em temas como equidade no acesso à saúde; não discriminação algorítmica; proteção de dados sensíveis. Nas implicações sociais, econômicas, éticas, culturais, linguísticas e técnicas da IA. Essa linha permite discutir a espiritualidade e saúde no contexto digital; o impacto da IA nas práticas de cuidado e as diferenças culturais (especialmente relevantes em contextos como o Brasil) É uma área ampla que a contribuição acadêmica qualificada precisa dialogar. O desenvolvimento de capacidades em IA. Sem uma capacidade técnica e institucional, governança não se sustenta. A prioridade é que esse espaço seja aberto para formação de profissionais na saúde; apoio a gestores públicos e criação de metodologias (como a sua matriz avaliativa) A transparência, responsabilidade e supervisão humana entra no campo da ética com a prática uma conexão fundamental que permite atuar na avaliação de sistemas de IA em saúde; na auditoria e explicabilidade definição de responsabilidades institucionais.

In your opinion, are there any cross-cutting or emerging issues not captured by the listed themes above? If so, please explain.

Sim, embora a Assembleia Geral das Nações Unidas (Resolução 79/325) tenha coberto áreas amplas, algumas questões transversais e emergentes ainda ficam pouco explícitas ou diluídas nos temas. Destaco as lacunas importantes e mais relevantes ao meu ver: . saúde e cuidado . espiritualidade e dimensão humana profunda . avaliação empírica e implementação real . desigualdades globais estruturais

How are the governance gaps and related developments/advances in the thematic areas you selected above affecting your country, region, or sector? Please highlight the most significant challenges.

No contexto do Brasil, especialmente no setor de saúde e políticas públicas, lacunas na governança da inteligência artificial (IA) — em particular nas áreas de direitos humanos, implicações éticas e sociais, desenvolvimento de capacidades e transparência — já produzem efeitos concretos, combinando desafios estruturais e oportunidades estratégicas. Os principais desafios são: Persistem desigualdades no acesso à infraestrutura digital e às soluções tecnológicas, o que pode ampliar disparidades e comprometer o princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde. Embora a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais represente um avanço, sua aplicação em contextos de IA ainda enfrenta limitações, como uso secundário de dados sensíveis, baixa transparência algorítmica e fragilidade de auditorias, o que pode reduzir a confiança pública. Também há lacunas de capacidade institucional e técnica. Muitos profissionais e gestores carecem de formação adequada para avaliar e regular sistemas de IA, aumentando a dependência de fornecedores externos. Além disso, a limitada transparência e responsabilização nos sistemas dificulta a supervisão e levanta preocupações éticas. Soma-se a isso a escassez de evidências empíricas sobre o impacto real da IA em políticas públicas, dificultando decisões informadas. As oportunidades apesar dos desafios, o Sistema Único de Saúde oferece uma base única para o desenvolvimento de IA orientada à equidade. Os investimentos em capacitação podem fortalecer a autonomia nacional e promover inovação contextualizada. Há também oportunidade de produzir evidências aplicadas e desenvolver modelos avaliativos robustos. O Brasil pode ainda contribuir para uma governança global mais inclusiva e avançar na integração entre tecnologia e dimensões humanas do cuidado. As lacunas atuais representam riscos, mas também oportunidades para que o Brasil lidere o desenvolvimento de uma IA ética, inclusiva e orientada ao interesse público.

What role can the AI Dialogue play in advancing international cooperation on AI governance?

O principal papel do Diálogo é transformar cooperação internacional de um conceito abstrato em ações coordenadas, inclusivas e implementáveis, fortalecendo uma governança da IA que seja ao mesmo tempo global e sensível aos contextos locais.

What are some of the existing initiatives, partnerships, or mechanisms that the AI Dialogue should build upon or connect with, and what added value could the AI Dialogue bring?

Acredito que o diferencial do Diálogo não é criar novas estruturas, mas conectar, alinhar e operacionalizar o que já existe, trazendo legitimidade política, inclusão global e foco na implementação real. Exemplo: ONU, UNESCO, OMS entre outras.

How can different stakeholders contribute to the AI Dialogue? Please share recommendations for the format and structure of the AI Dialogue.

O Diálogo Global sobre IA pode alcançar maior efetividade ao mobilizar contribuições complementares de diferentes intervenientes, combinadas com um formato estruturado, inclusivo e orientado à implementação. Um exemplo que os intervenientes podem contribuir neste diálogo é: governos, sob a coordenação da Organização das Nações Unidas, podem liderar a definição de marcos normativos, garantir a proteção dos direitos humanos e promover alinhamento regulatório internacional. O setor privado, incluindo empresas de tecnologia e desenvolvedores de IA, pode contribuir com conhecimento técnico, desenvolvimento de padrões de segurança, transparência e compartilhamento responsável de boas práticas. A academia e centros de pesquisa desempenham papel fundamental na produção de evidências, avaliação de impacto e desenvolvimento de metodologias, especialmente em contextos aplicados como saúde e políticas públicas. A sociedade civil e organizações não governamentais são essenciais para assegurar a representatividade, a inclusão de grupos vulneráveis e o monitoramento independente das implicações sociais e éticas da IA. Organizações internacionais e multilaterais, como a UNESCO e a Organização Mundial da Saúde, podem apoiar a harmonização de diretrizes e a cooperação técnica entre países. O Diálogo deve estar estruturado com diretrizes aplicáveis, instrumentos de avaliação e recomendações operacionais, promovendo a tradução de princípios em práticas efetivas. Um Diálogo estruturado, inclusivo e orientado à ação permitirá integrar múltiplas perspectivas e transformar a cooperação internacional em avanços concretos na governança da IA.

Which voices, communities, or perspectives are currently underrepresented in global discussions on AI governance? How could they be included?

Destacam-se no Brasil, cujas realidades sociais, econômicas e institucionais diferem substancialmente dos contextos que dominam a produção tecnológica. Também são frequentemente sub-representados profissionais de setores aplicados, como saúde, educação e assistência social, que lidam diretamente com os impactos da IA no cotidiano das populações. Comunidades vulneráveis incluindo populações de baixa renda, grupos raciais, povos indígenas e comunidades linguísticas minoritárias têm participação limitada, apesar de serem desproporcionalmente afetadas. Além disso, há pouca inclusão de perspectivas interdisciplinares, como ciências humanas, ética aplicada e estudos sobre espiritualidade e cultura, que são fundamentais para compreender as implicações mais amplas da IA. Para estratégias de inclusão é essencial adotar mecanismos de participação estruturada, incluindo financiamento para a participação de representantes América Latina e de comunidades sub-representadas em fóruns internacionais. Criação de consultas públicas amplas e processos participativos multissetoriais, com formatos acessíveis e multilíngues. É igualmente importante fortalecer capacidades locais por meio de formação, redes de pesquisa e cooperação internacional, permitindo uma participação qualificada e contínua. A inclusão deve também ocorrer na produção de conhecimento, incentivando pesquisas contextuais e evidências provenientes de diferentes realidades. Por fim, mecanismos institucionais permanentes de escuta e representação devem ser estabelecidos, garantindo que essas vozes influenciem efetivamente a tomada de decisão.

What innovative engagement formats could most effectively foster meaningful and dynamic engagement during the AI Dialogue?

. Espaços colaborativos e orientados à resolução de problemas, nos quais participantes multissetoriais cocriam soluções práticas para desafios específicos; . Simulações e cenários prospectivos - exercícios estruturados que simulam riscos e impactos da IA, permitindo que governos, setor privado e sociedade civil testem respostas coordenadas e identifiquem lacunas de governança; . Plataformas digitais participativas contínuas . Fóruns regionais integrados ao processo global; . Mecanismos de acompanhamento e feedback contínuo.

Please share examples of policies, practices, platforms, or approaches that promote effective AI governance or offer concrete solutions to addressing its challenges.

3

Para fortalecimento da governança da inteligência artificial, combinando princípios normativos, instrumentos regulatórios e soluções práticas. Princípios éticos internacionais; Diretrizes para IA em saúde; Padrões técnicos e boas práticas e Iniciativas multissetoriais.